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Estudos: Guerra de Visões de Mundo - Parte VII
Posted by administrador on Domingo, 04 novembro 2007 (16:56:32) BRST
Contributed by administrador

De Onde Veio a Idéia de Milhões de Anos?

Toda a nossa mídia empurra a idéia de evolução e "milhões de anos" ao público. Mesmo os desenhos animados das crianças refletem a filosofia evolucionista! Em um episódio do desenho Bob Esponja, intitulado "Bob Esponja A.C.", o narrador inicia: "Ah, o alvorecer tem início no oceano primordial. É aqui que há milhões de anos atrás, a vida começou seus primeiros descoordenados passos para fora da escuridão, abrindo seus globos oculares recentemente formados para contemplar a luz cegante da inteligência." Infelizmente, grandes segmentos da igreja engoliram o anzol, a linha e a vara da história evolucionária de milhões de anos. Mas isso não foi sempre assim. Neste capítulo, descobriremos de onde a idéia de milhões de anos veio e porque a igreja a acompanhou. Veremos que a ciência não necessita dela, mas é uma necessidade da teoria uniformitária da geologia e da teoria da evolução.



Hoje a maioria das pessoas no mundo, incluindo a maioria das pessoas na igreja, aceitam que a Terra e o Universo têm milhões e milhões (mesmo bilhões) de anos. Nossas escolas públicas, do jardim de infância em diante, ensinam sobre estes grandes períodos de tempo, e aquele que os questiona é hostilizado. Mas isto não foi sempre assim, e é importante entender como esta mudança aconteceu e por que.

Os primórdios da Geologia

A geologia como um campo separado da ciência com estudos de campo sistemáticos, coleta e classificação de rochas e fósseis, e desenvolvimento de reconstruções teóricas de eventos históricos que formaram as camadas de rochas e fósseis , tem apenas 200 anos de idade. Anterior a isto, voltando aos antigos tempos gregos, as pessoas haviam percebido os fósseis nas rochas. Muitos criam que os fósseis fossem os vestígios de antigas formas de vida que se tornaram em pedra, e muitos dos primeiros cristãos (incluindo Tertuliano, Crisóstomo e Agostinho) os atribuíram à Arca de Noé. Porém, outros rejeitaram essas idéias e atribuíram os fósseis a brincadeiras da natureza, a produtos de rochas dotadas de vida de algum tipo, aos trabalhos criativos de Deus, ou até mesmo aos enganos de Satã. O debate foi finalmente estabelecido quando Robert Hooke (1635-1703) confirmou por análise microscópica de madeira fossilizada que os fósseis eram restos mineralizados de antigas formas de vida.

Anteriormente a 1750 um dos mais importantes pensadores da geologia foi Niels Steensen (1638-1686), ou Steno, um anatomista e geólogo alemão. Ele estabeleceu o princípio da superposição, pelo fato das camadas de rochas sedimentares estarem depositadas numa maneira sucessiva e essencialmente horizontal, de forma que um estrato inferior foi depositado antes do estrato acima dele. Em seu livro "Forerunner" (1669) ele expressou crença numa Terra de aproximadamente 6.000 anos de idade e que os estratos de rocha contendo fósseis foram depositados pelo Dilúvio de Noé. Através do século seguinte, vários autores, incluindo o geólogo inglês John Woodward (1665-1722) e o geólogo alemão Johann Lehmann (1719-1767), escreveram livros essencialmente dando força a essa idéia.

Nas décadas que se seguiram ao século XVIII, alguns geólogos franceses e italianos rejeitaram a narração bíblica do dilúvio e atribuíram o registro das rochas a processos naturais ocorrendo no decorrer de um longo período de tempo. Vários franceses proeminentes também contribuíram para a idéia de milhões de anos. O amplamente respeitado cientista Comte de Buffon (1707-1788) imaginou em seu livro "Epochs of Nature" (1779) que a Terra foi uma vez como uma bola quente derretida que esfriou até alcançar seu estado presente através de cerca de 75.000 (apesar de seu manuscrito não publicado dizer cerca de 3.000.000 de anos). O astrônomo Pierre Laplace (1749-1827) propôs a hipótese nebular em seu "Exposition of the System of the Universe" (1796). Esta teoria diz que o sistema solar foi uma vez uma nuvem de gás quente e circulante, que durante longas eras resfriou gradualmente e condensou para formar os planetas. Jean Lamarck, um especialista em criaturas com conchas, defendeu uma teoria da evolução biológica através de longas eras em seu "Philosophy of Zoology" (1809).

Abraham Werner (1749-1817) foi um popular professor de mineralogia na Alemanha. Ele acreditava que a maioria da crosta terrestre foi precipitada quimicamente ou mecanicamente por um oceano que recedia lentamente durante um curso de cerca de um milhão de anos. Essa era uma teoria elegantemente simples, mas Werner falhou em explicar os fósseis nas rochas. Este era um sério erro já que os fósseis dizem muito sobre quando e quão rápido os sedimentos foram depositados e transformados em rocha. Muitos dos grandes geólogos do século 19 foram estudantes de Werner, que foram impactados por sua idéia de uma muito longa história para a Terra.

Na Escócia, James Hutton (1726-1797) estava desenvolvendo uma teoria diferente da história da Terra. Ele estudou medicina na universidade. Após seus estudos ele se mudou para a fazenda da família por um tempo. Porém, logo ele descobriu seu verdadeiro amor: o estudo da terra. Em 1788 ele publicou um artigo de jornal e em 1795 um livro, ambos com o título "Teoria da Terra". Ele propôs que os continentes foram lentamente erodindo para dentro dos oceanos. Esses sedimentos foram gradualmente endurecidos pelo calor interno da terra e então se ergueram por convulsões para se tornar novas massas de terra, que mais tarde sofreriam erosão para dentro dos oceanos, endurecidas e elevadas. Assim em sua visão, a história da Terra seria cíclica; e declarou que não podia encontrar evidência de um início no registro de rocha, fazendo a história da Terra indefinidamente longa.

O debate Catastrofista - Uniformitarista

Nem Werner ou Hutton prestaram muita atenção aos fósseis. Porém, no início dos anos de 1800 Georges Cuvier (1768-1832), o famoso anatomista comparativo e paleontólogo de vertebrados francês, desenvolveu sua teoria catastrofista da história da Terra. Ela foi expressa mais claramente em seu "Discurse on the Revolutions of the Surface of the Globe" (1812). Cuvier acreditava que através do curso de longas, e incontáveis eras da história da Terra, muitos dilúvios catastróficos de extensões regionais ou quase globais destruíram e enterraram criaturas em sedimentos. Somente uma dessas catástrofes não ocorreu antes da criação do homem.

William Smith (1769-1839) foi um engenheiro de drenagem e topógrafo, que no curso de seu trabalho em volta da Grã-Bretanha ficou fascinado com os estratos e fósseis. Como Cuvier, ele tinha sobre a história da Terra uma visão catastrofista de uma terra antiga. Em três trabalhos publicados de 1815 a 1817, ele apresentou o primeiro mapa geológico da Inglaterra e Gales e explicou uma ordem e cronologia relativa de formações de rocha como definido por certos fósseis característicos (fósseis índices). Ele se tornou conhecido como o "Pai da Estratigrafia Inglesa" pois desenvolveu o método de dar datas relativas a camadas de rocha baseado nos fósseis encontrados nelas.



Georges Cuvier (1768-1832)

Um golpe maciço para o catastrofismo veio durante os anos de 180 a 1833, quando Charles Lyell (1791-1875), um advogado e ex-estudante de Buckland, publicou seu influente trabalho de 3 volumes "Princípios da Geologia". Revivendo e aumentando as idéias de Hutton, os princípios de Lyell se tornaram os princípios pelos quais ele achava que as interpretações geológicas deveriam ser feitas. Sua teoria foi de um uniformitarismo radical onde ele insistia que apenas processos de mudanças geológicas dos dias atuais a taxas de intensidade e magnitude dos dias atuais deveriam ser usados para interpretar o registro das rochas da atividade geológica passada. Em outras palavras, os processos geológicos de mudança têm sido uniformes através da história da terra. Nenhum dilúvio catastrófico global ou continental jamais teria acontecido, insistia Lyell.


Charles Lyell (1797-1875)

É freqüentemente dado a Lyell muito crédito (ou culpa) pela destruição da fé no dilúvio de Gênesis e da escala de tempo bíblica. Porém, devemos perceber que muitos cristãos (geólogos e teólogos) contribuíram para essa diminuição do ensino bíblico antes do aparecimento do livro de Lyell. Apesar da teoria do catastrofismo ter reduzido grandemente a significância do dilúvio de Noé e expandido a história da Terra muito além da visão tradicional da Bíblia, o trabalho de Lyell foi o golpe final para a crença no dilúvio. Pela explicação de todo o registro de rochas através processos lentos e graduais, ele assim reduziu o dilúvio a um evento não geológico. O catastrofismo não morreu imediatamente, apesar de que ao fim dos anos de 1830 apenas poucos catastrofistas restaram, e eles criam que o dilúvio de Noé era geologicamente insignificante.

Perto do final do século XIX, a idade da terra todos os geólogos consideravam que a idade terra seria de centenas de milhões de anos. Testes radiométricos de datação começaram a ser desenvolvidos em 1903, e no curso do século XX a idade da terra expandiu para 4.5 bilhões de anos.

Respostas cristãs para a geologia da terra antiga

Durante a primeira metade do século XIX a igreja respondeu de várias formas a essas teorias da terra antiga de catastrofistas e uniformitaristas. Muitos escritores na Inglaterra (e uns poucos na América), que se tornaram conhecidos como os "geólogos da escrituras", levantaram argumentos bíblicos, geológicos e filosóficos contra as teorias da terra antiga. Alguns deles eram cientistas, alguns eram clérigos. Alguns eram tanto ordenados quanto cientificamente bem informados, como era comum naqueles dias. Muitos deles eram muito competentes em termos geológicos para os padrões de seus dias, tanto pela sua leitura e por suas próprias e cuidadosas observações de rochas e fósseis. Eles criam que a narração bíblica da criação e o dilúvio de Noé explicavam o registro de rochas de maneira bem melhor que as teorias da terra antiga.(1)

Outros cristãos no início dos anos de 1800 rapidamente aceitaram a idéia de milhões de anos e tentaram encaixar todo esse tempo em Gênesis, apesar de os uniformitários e catastrofistas ainda estarem debatendo e a geologia estivesse em sua infância como ciência. Em 1804 Thomas Chalmers (1780-1847), um jovem pastor presbiteriano, começou a pregar que os cristãos deveriam aceitar os milhões de anos; e numa revisão de 1814 do livro de Cuvier, ele propôs que todo esse tempo se encaixaria entre Gênesis 1:1 e 1:2. Naquele tempo Chalmers estava se tornando um líder evangélico altamente influente e, conseqüentemente, sua "teoria do intervalo" (gap theory) se tornou muito popular. Em 1823, o respeitado teólogo anglicano George Stanley Faber (1773 - 1854), começou a defender a visão de dias-era, isto é que os dias da criação não foram literais mas figurativos de longas eras.

Para aceitar essas eras geológicas, os cristãos também tiveram que reinterpretar o Dilúvio. Nos anos de 1820, John Fleming (1785-1857), um ministro presbiteriano, sustentou que o Dilúvio de Noé foi tão pacífico que não deixou evidência geológica. John Pye Smith (1774-1851), um teólogo congregacional, preferiu vê-lo como uma inundação localizada no vale da mesopotâmia (no Iraque atual).

A teologia liberal, que pelo início do século XIX estava dominando a igreja na Europa, estava começando a fazer incursões na Inglaterra e na América do Norte nos anos de 1820. Os liberais consideravam Gênesis de 1 a 11 como sendo historicamente não-confiável e não-científico como os mitos do dilúvio dos antigos babilônicos, sumérios e egípcios.



Apesar dos esforços dos geólogos das escrituras, essas várias reinterpretações da terra antiga do livro de Gênesis prevaleceram de tal forma que em 1845 todos os comentários sobre Gênesis tinham abandonado a cronologia bíblica e o Dilúvio global; e pelo tempo do livro Origens das Espécies de Darwin (1859), a visão da terra jovem tinha essencialmente desaparecido dentro da igreja. Desse tempo em diante, a maioria dos líderes cristãos e eruditos da igreja aceitaram os milhões de anos e insistiram que a idade da terra não era importante. Muitos homens piedosos também logo aceitaram a evolução da mesma forma. O espaço permite mencionar apenas poucos exemplos.

O batista "príncipe dos pregadores" Charles Spurgeon (1834-1892) aceitava sem críticas a teoria geológica da terra antiga (apesar de nunca ter explicado como encaixar as longas eras na Bíblia). Em um sermão de 1855 ele disse,

Pode algum homem me dizer quando foi o início? Anos atrás pensávamos que o início deste mundo foi quando Adão surgiu; mas descobrimos que milhares de anos antes que Deus estivesse preparando a matéria caótica para fazê-la habitável ao homem, Ele estava colocando raças de criaturas sobre ela, que deveriam morrer e viver abaixo das marcas de Seu trabalho e maravilhosa perícia, antes que Ele tocasse Suas mãos no homem. (2)
O grande teólogo presbiteriano do Seminário de Princeton, Charles Hodge (1779-1878) insistia que a idade da terra não era importante. Ele favoreceu a teoria do intervalo inicialmente e mudou para a visão do dia-era mais tarde em sua vida. Sua concessão contribuiu para a eventual vitória da teologia liberal em Princeton por cerca de 50 anos após a sua morte.(3)

C. I. Scofield pôs a teoria do intervalo nas notas de Gênesis 1:2 em sua Bíblia de Referência Scofield, que foi usada por milhões de cristãos por todo a terra. Mais recentemente, um respeitado erudito do Velho Testamento concluiu,

A partir de uma leitura superficial de Gênesis 1, a impressão seria de que todo o processo criativo teve espaço em seis dias de 24 horas. Se esse foi o verdadeiro intento do autor hebreu ... parece que vai contra a pesquisa científica moderna, que indica que o planeta Terra foi criado em vários bilhões de anos ... (4)



Numerosas afirmações similares de eruditos cristãos e líderes das últimas décadas poderiam ser citadas para mostrar que suas interpretações de Gênesis são controladas pelo fato que eles assumem que os geólogos provaram os milhões de anos. Como resultado, a maioria dos seminários e escolas cristãs em todo o mundo estão comprometidas.

Comprometimento Desnecessário

A triste ironia de todo esse comprometimento é que no final da última metade do século passado, a verdade de Gênesis de 1 a 11 tem sido defendida de maneira crescente, mesmo que não-intencionalmente pelo trabalho dos evolucionistas. Os princípios uniformitários de Lyell dominaram a geologia até os anos de 1970, quando Derek Ager (1923-1993), um proeminente geólogo britânico, e outros crescentemente desafiaram as assunções de Lyell e argumentaram que muito do registro das rochas mostram evidência de erosão catastrófica rápida ou sedimentação, drasticamente reduzindo o tempo envolvido na formação de muitos depósitos geológicos. Ager, um ateu até a sua morte (como se pode ver por seus escritos), explicou a influência de Lyell na geologia desta forma:

Minha desculpa para essa amadora e cansativa divagação sobre a história é que tenho tentado mostrar como acho que a geologia caiu nas mãos de teóricos (uniformitários) que foram condicionados pela história social e política de seus dias mais do que pelas observações de campo. ... Em outras palavras, temos nos permitido sofrer lavagem-cerebral para evitarmos qualquer interpretação do passado que envolva processos e extremos do que se deve chamar processos "catastróficos".(5)

Essas reinterpretações "neo-catastrofistas" das rochas se desenvolveu contemporaneamente com o ressurgimento da "geologia do Dilúvio", uma visão da história da Terra muito similar àquela dos geologistas escriturais do século XIX e um ingrediente-chave do criacionismo da terra jovem, que foi essencialmente ao mundo pela publicação do Dilúvio de Gênesis (Genesis Flood - 1961) pelos Drs. John Whitcomb e Henry Morris. Esse movimento hoje é mundial em seu escopo, e a sofisticação do modelo científico está crescendo rapidamente com o tempo.

Muitos cristãos hoje estão argumentando que necessitamos lutar contra o Darwinismo com argumentos do "design inteligente" e deixarmos Gênesis fora das discussões públicas. Porém, essa estratégia foi tentada no início do século XIX com muitos escritos sobre teologia natural, culminado com os famosos oito volumes dos anos de 1830 que coletivamente se tornaram conhecidos como os tratados de Bridgewater (Bridgewater Treatises). Esses livros foram "pregações ao coro" e não fizeram nada para retardar o desabamento da cultura em direção ao ateísmo e deísmo. De fato, pela concessão sobre a idade da terra e por ignorar as Escrituras em sua defesa do cristianismo, eles na verdade contribuíram para o enfraquecimento da igreja. O mesmo está acontecendo hoje.

O renomado evolucionista ateu e biólogo da Universidade de Harvard Ernst Mayr disse isto:

A revolução (Darwiniana) começou quando se tornou óbvio que a Terra era muito antiga ao invés de ter sido criado há apenas 6.000 anos atrás. Essa descoberta foi a bola de neve que começou toda a avalanche.(6)

Mayr estava certo sobre a idade da terra (não a teoria de Darwin) como sendo o início da avalanche da falta de fé. Ele estava errado que a idéia de milhões de anos foi um "achado" da pesquisa científica. Porém, ela foi o fruto das assunções filosóficas anti-bíblicas usadas para interpretar as rochas e os fósseis. A pesquisa histórica mostrou que Laplace foi um ateu declarado, que Lamarck, Werner e Hulton foram deístas ou ateus, e que Cuvier, William, Smith e Lyell foram deístas ou teístas vagos. Esses homens (que influenciaram o pensamento de cristãos comprometidos) NÃO foram perseguidores da verdade objetivos e sem preconceito.

O que Lyell, Buffon e outros escreveram seria tipicamente a declaração de Hutton. Ele insistia, "A história do passado de nosso globo deve ser explicado pelo que pode ser visto acontecendo agora ... Nenhum poder deve ser empregado que não seja natural ao globo, nenhuma ação admitida exceto aquelas das quais nós saibamos o princípio." (7) Insistindo que os geólogos devem pensar apenas por processos conhecidos e do presente, Hutton excluiu a criação supernatural e o incomparável Dilúvio global de Gênesis, antes que ele tivesse mesmo olhado as rochas.

Conseqüências desastrosas do comprometimento

Os geólogos das Escrituras do início do século XIX se opuseram às teorias geológicas da terra antiga não apenas porque as teorias refletiam raciocínio científico errôneo e porque eram contrários às Escrituras, mas também porque eles criam que o comprometimento cristão com tais teorias teria eventualmente um efeito catastrófico para a saúde da igreja e seu testemunho a um mundo perdido. Henry Cole, um ministro anglicano, escreveu:

Muitos respeitados geólogos, porém, demonstrariam seu respeito pela divina Revelação fazendo distinção entre Sua parte histórica e moral; e mantendo, que apenas a última é inspirada e verdade absoluta; mas a anterior não é; e assim é aberta a qualquer latitude de interpretações filosóficas e científicas, modificações e negação! De acordo com tais ímpios e infiéis modificadores e separadores, não existe um terço da Palavra de Deus que seja inspirada; não mais, nem talvez tanto, de tal Palavra, está repleta de revelação moral abstrata, instrução e preceitos. Os outros dois terços, assim, estão abertos para qualquer modificação científica e interpretação; ou, (caso cientificamente necessário) a uma negação total! Deve porém ser certamente declarado, que qualquer um que professadamente, entre os homens, desacredita a inspiração de qualquer parte da Revelação, desacretida, aos olhos de Deus, em toda a Sua inspiração ... Quais as conseqüências que tais coisas terão para uma terra tomada pela revelação, o tempo rapidamente e espantosamente irá expor em suas páginas que estão se abrindo de ceticismo nacional, infidelidade e apostasia, e a justa vingança de Deus da mesma forma! (Cool

Cole e outros oponentes das teorias da terra antiga entenderam perfeitamente que as partes históricas da Bíblia (incluindo Gênesis 1:1) são fundamentos para os ensinamentos teológicos e morais das Escrituras. Destrua a credibilidade do anterior e logo ou mais tarde você verá a rejeição do posterior tanto dentro da igreja como fora dela. Se os geólogos escriturais estivessem vivos hoje e vissem o diagrama do castelo mostrado abaixo, eles diriam, "Isto mostra exatamente o que nos preocupava!" A história de nações outrora cristãs na Europa e na América do Norte confirmam os piores temores dos geólogos da Escrituras sobre a igreja e a sociedade.



É tempo da igreja, especialmente seus líderes e eruditos, pararem de ignorar a idade da terra e a evidência científica que crescentemente defende a Palavra de Deus. A igreja deve arrepender-se de seu compromisso com os milhões de anos e novamente acreditar e pregar a verdade literal de Gênesis de 1 a 11. É tempo de trazer a igreja de volta a Gênesis.

Referências:

(1) Veja Mortenson, T., O Grande Ponto de Virada: O Erro Catastrófico da Igreja na Geologia - Antes de Darwin (The Great Turning Point: The Church’s Catastrophic Mistake on Geology—Before Darwin - Master Books, 2004) para uma discussão completa sobre esses homens e a batalha que eles travaram contra essas teorias da terra antiga que se desenvolviam e o comprometimento dos cristãos.

(2) Spurgeon, C.H., Election, The New Park Street Pulpit 1:318, 1990.

(3) See Pipa, J., and Hall, D., eds., Deus criou em 6 dias? (Did God Create in Six Days?) pp. 7–16, 2005, para mais documentação sobre essa triste descida à apostasia.

(4) Archer, G., Uma pesquisa do Velho testamento (A Survey of Old Testament Introduction) , p. 187, 1985.

(5) Ager, D., A natureza do registro estratigráfico (The Nature of the Stratigraphical Record), pp. 46–47, 1981.

(6) Mayr, E., A natureza da revolução de Darwin (The nature of the Darwinian revolution), Science 176:988, 1972. Back

(7) Hutton, J., Teoria da terra (Theory of the Earth), Trans. of the Royal Society of Edinburgh, 1788, citado em Holmes, A., Princípios da geologia física (Principles of Physical Geology) , pp. 43–44, 1965.

(Cool Cole, H., Geologia popular subservisa da Divina Revelação (Popular Geology Subversive of Divine Revelation), pp. ix–x, 44–45 footnote, 1834.


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